26 de novembro de 2011

Cinelumens recomenda: A CHAVE DE SARAH

Eu já disse isso uma vez e terei que dizer novamente: quando penso que o cinema já retratou ou recontou tudo sobre a segunda guerra, inclusive os massacres ao povo judeu, um novo filme surge, com uma nova história e ainda surpreende. 

É o caso do francês A CHAVE DE SARAH (2011), dirigido por Gilles Paquet-Brenner, baseado no livro "Elle S´Appelait Sarah", de Tatiana de Rosnay. Ele conta a história de uma jornalista chamada Julia (Kristin Scott Thomas) que vive em Paris nos tempos atuais e que ao fazer uma matéria sobre os judeus que sofreram com o nazismo na França se vê envolvida com a história de Sarah Starzinsky, menina que sobreviveu aos campos de concentração.

Muito bem estruturado, o filme nos envolve com Sarah tanto quanto a jornalista demonstra estar envolvida com a menina. As histórias se entrelaçam e ganham desfechos reais. Além disso, somos presenteados com imagens marcantes, como a que Sarah tenta salvar a chave do armário, lugar onde deixou seu irmão trancado para não ser pego pelos soldados, quando está em meio ao desespero por ser separada de sua mãe no campo de concentração. 

Além disso, podemos contar com ótimas interpretações, como a da Mélusine Mayance, que faz a Sarah menina, e a de Niels Arestrup, que faz Jules Dufaure, o homem que recepcionou Sarah e uma amiga quando estavam fugindo do campo. Seus olhares são marcantes, inesquecíveis, daqueles que nada precisa ser dito.

Portanto, mais um filme para lembrarmos o quanto os seres humanos podem ser cruéis e o quanto outros podem ser tão humanos. Para lembrarmos que a vida ainda pode ter significados grandiosos. 





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