Diretor: Olivier Dahan
Países: França, Grã Bretanha e República Tcheca - 140 min.
Simplesmente por contar a vida da cantora francesa Edith Piaf (1915-1963), o filme merece todas as glórias que teve. Outro mérito deste longa de Oliver Dahan é a espantosa, mas espantosa mesmo, personificação de Piaf pela atriz Marion Cotillard. Por curiosidade e porque nunca tinha visto Piaf antes do filme, apenas ouvido, procurei no youtube videos reais da cantora e a semelhança é impressionante. A atriz, com a ajuda de uma excelente maquiagem, beirou à realidade dessa cantora que viveu momentos gloriosos e momentos muito trágicos.
Muitos deles são mostrados no filme de mais de duas horas de duração. Infelizmente a narrativa chega a ser confusa, pois o diretor optou por retratar vários fatos da vida de Piaf de forma não linear, deixando algumas pontas de roteiro não resolvidas, como é o caso da relação de Piaf com o personagem de Gérard Depardieu, o Louis Leplée, que foi quem a descobriu e a colocou em evidência no meio profissional da música francesa da época.
Fora esse pequeno deslize, o filme apresenta cenas inesquecíveis. Uma delas é a pequena Piaf, ainda criança, cantando no meio da rua a La Marseillaise (hino da França) para conseguir uns trocados junto ao pai, que exibia seus dotes de contorcionista. O arrepio da cabeça aos pés é inevitável e além desse, muitos outros, acompanhados de diferentes emoções, surgem durante a narrativa.
Portanto, para quem gosta de música, para quem gosta de vida, para quem gosta de uma boa história, este filme é um prato cheio.
Abaixo um vídeo da real Piaf:
E aqui um trecho do filme com a Piaf de Marion Cotillard:

Um filme intenso e que certamente eu preciso rever.
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