Diretor: Pedro Almodóvar
País: Espanha - 112 min.
Deve ser a quinta ou sexta vez que vejo esta obra prima de Pedro Almodóvar. É o 14º longa do diretor espanhol e considerado um dos mais comportados de toda a sua obra. Além disso, eu diria que talvez seja o mais poético, mesmo abordando temas pesados, como estupro, mulheres em coma e obsessões amorosas.
Um filme de Almodóvar que cala as mulheres, que foca tudo nos sentimentos masculinos, os mostrando frágeis, obsessivos, dedicados, sensíveis e dependentes. O homem entregue ao amor. No filme, podemos ver três tipos de amor, o carnal entre o jornalista Marco Zuluaga (Darío Grandinetti) e a toureira Lydia González (Rosario Flores), o platônico, entre o enfermeiro dedicado Benigno Martín (Javier Cámara) e a aprendiz de bailarina Alicia (Leonor Watling) e o fraternal, entre os amigos Marco e Benigno. Todos incondicionais, dedicados a sua forma plena, passíveis de erros tremendos, mas humanos. E tudo isso mostrado de forma sutil, calma e elegante, com um roteiro muito bem estruturado, que se utiliza de flashbacks para constituir e explicar as histórias de seus protagonistas.
Outro mérito do filme são as belíssimas cenas com lindas trilhas sonoras. Sim, carreguei a frase anterior com vários adjetivos porque essa é a verdade. Inesquecível é a sequência da apresentação da personagem de Lydia, a toureira. Ela duela com o touro ao som da música "Por Toda Minha Vida", de Tom Jobim e Vinicius de Moraes, interpretada por Elis Regina. Para completar, em meio a um sonho do jornalista Marco Zuluaga, somos presenteados com uma apresentação de Caetano Veloso cantando Cucurucucu Paloma., veja vídeo acima. São duas sequências que, por si só, colocam o filme no patamar dos imprescindíveis.
O diretor também nos surpreende ao demonstrar, com muita sutileza, que em uma das relações ocorreu um estupro. Ele intercala na narrativa cenas em preto e branco de um filme mudo, em que o personagem, marido de uma cientista, ao ser encolhido em uma experiência, entra, literalmente, em sua mulher e por lá fica para sempre. São cenas surreais e sugestivas, deixando em nós uma leve dúvida para ser sanada posteriormente.
"Fale com ela" aborda, acima de tudo o amor. O amor platônico, o carnal, o obsessivo, o incondicional, o fraternal e o amor pelo cinema, pelas belas imagens, pela dança e pela música. Uma homenagem a muitas artes e inclusive a arte de ser humano.
Um filme de Almodóvar que cala as mulheres, que foca tudo nos sentimentos masculinos, os mostrando frágeis, obsessivos, dedicados, sensíveis e dependentes. O homem entregue ao amor. No filme, podemos ver três tipos de amor, o carnal entre o jornalista Marco Zuluaga (Darío Grandinetti) e a toureira Lydia González (Rosario Flores), o platônico, entre o enfermeiro dedicado Benigno Martín (Javier Cámara) e a aprendiz de bailarina Alicia (Leonor Watling) e o fraternal, entre os amigos Marco e Benigno. Todos incondicionais, dedicados a sua forma plena, passíveis de erros tremendos, mas humanos. E tudo isso mostrado de forma sutil, calma e elegante, com um roteiro muito bem estruturado, que se utiliza de flashbacks para constituir e explicar as histórias de seus protagonistas.
Outro mérito do filme são as belíssimas cenas com lindas trilhas sonoras. Sim, carreguei a frase anterior com vários adjetivos porque essa é a verdade. Inesquecível é a sequência da apresentação da personagem de Lydia, a toureira. Ela duela com o touro ao som da música "Por Toda Minha Vida", de Tom Jobim e Vinicius de Moraes, interpretada por Elis Regina. Para completar, em meio a um sonho do jornalista Marco Zuluaga, somos presenteados com uma apresentação de Caetano Veloso cantando Cucurucucu Paloma., veja vídeo acima. São duas sequências que, por si só, colocam o filme no patamar dos imprescindíveis.
O diretor também nos surpreende ao demonstrar, com muita sutileza, que em uma das relações ocorreu um estupro. Ele intercala na narrativa cenas em preto e branco de um filme mudo, em que o personagem, marido de uma cientista, ao ser encolhido em uma experiência, entra, literalmente, em sua mulher e por lá fica para sempre. São cenas surreais e sugestivas, deixando em nós uma leve dúvida para ser sanada posteriormente.
"Fale com ela" aborda, acima de tudo o amor. O amor platônico, o carnal, o obsessivo, o incondicional, o fraternal e o amor pelo cinema, pelas belas imagens, pela dança e pela música. Uma homenagem a muitas artes e inclusive a arte de ser humano.

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