Diretor: Fatih Akin
Países: Alemanha e Turquia - 121 min.
Que surpresa agradabilíssima tive há alguns minutos. Estava folheando de trás para a frente o livro "1001 filmes para ver antes de morrer" e me deparei com a citação do filme "Contra a Parede" de Fatih Akin que assisti despretensiosamente na última quarta-feira. O aluguei por indicação de uma amiga que é fã do diretor. Gostei demais de todo o filme, inclusive da trilha sonora, mas não imaginava que ele estaria entre os 1001 até poucos minutos atrás e claro, merece estar.
Fatih Akin retratou neste filme dois personagens turcos que vivem em Hamburgo na Alemanha. O Cahit (Birol Ünel), um punk viúvo, alcoólatra e drogado, totalmente perdido e Sibel (Sibel Kekilli) uma jovem que tenta se suicidar, pois não se conforma em viver a vida que seus pais querem lhe impor, ou seja, dentro dos ditames religiosos e conservadores da cultura turca muçulmana. Ela quer curtir a vida, mas para isso precisa de liberdade e a liberdade só pode ser conquistada fora de sua família e a família só a deixará em paz quando se casar.
Foi em uma clínica de recuperação para jovens que tentam suicídio que Cahit, todo machucado depois de ter jogado seu carro contra a parede, conhece Sibel, que está lá por ter cortado os pulsos. Os dois se atraem, trocam algumas palavras e ela, de forma obsessiva, o convence a se casar por conveniência. É o ingresso de Sibel para uma vida de sexo, drogas e rock n´roll. Só que um elemento puramente humano vem se assomar a trama: o amor. Cahit se apaixona por ela, mas não é correspondido em um primeiro momento, até que ela se sensibiliza com todo esse carinho e também começa a amá-lo, mas uma tragédia vira toda a história e ambos sofrem transformações significativas.
Fatih Akin, por conhecer bem a situação dos jovens descendentes de turcos que vivem em países da Europa, como Alemanha, coloca nas telas o conflito entre culturas e religiões. São jovens que se vêm obrigados a seguir a cultura conservadora de suas famílias e fora de suas casas são seduzidos pela modernidade e pela liberdade de um país europeu. Em "Contra a Parede", ele demonstra as consequências das escolhas de cada personagem e se uma história não começa bem, também não pode terminar bem.
O interessante é que o filme, visto por nós que vivemos em uma cultura livre, apenas conta a história de duas pessoas marginalizadas que acabam se amando, mas para os turcos, os muçulmanos, cuja cultura religiosa e conservadora dita as regras de comportamento das pessoas, esse filme é uma afronta a tudo que valorizam. Portanto, é um filme corajoso, de um cineasta que sabe o que está falando, pois pertence a uma família turca que vive, exatamente, em Hamburgo, na Alemanha.
Foi em uma clínica de recuperação para jovens que tentam suicídio que Cahit, todo machucado depois de ter jogado seu carro contra a parede, conhece Sibel, que está lá por ter cortado os pulsos. Os dois se atraem, trocam algumas palavras e ela, de forma obsessiva, o convence a se casar por conveniência. É o ingresso de Sibel para uma vida de sexo, drogas e rock n´roll. Só que um elemento puramente humano vem se assomar a trama: o amor. Cahit se apaixona por ela, mas não é correspondido em um primeiro momento, até que ela se sensibiliza com todo esse carinho e também começa a amá-lo, mas uma tragédia vira toda a história e ambos sofrem transformações significativas.
Fatih Akin, por conhecer bem a situação dos jovens descendentes de turcos que vivem em países da Europa, como Alemanha, coloca nas telas o conflito entre culturas e religiões. São jovens que se vêm obrigados a seguir a cultura conservadora de suas famílias e fora de suas casas são seduzidos pela modernidade e pela liberdade de um país europeu. Em "Contra a Parede", ele demonstra as consequências das escolhas de cada personagem e se uma história não começa bem, também não pode terminar bem.
O interessante é que o filme, visto por nós que vivemos em uma cultura livre, apenas conta a história de duas pessoas marginalizadas que acabam se amando, mas para os turcos, os muçulmanos, cuja cultura religiosa e conservadora dita as regras de comportamento das pessoas, esse filme é uma afronta a tudo que valorizam. Portanto, é um filme corajoso, de um cineasta que sabe o que está falando, pois pertence a uma família turca que vive, exatamente, em Hamburgo, na Alemanha.


























